quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A morte e a morte de Quincas berro d'agua - Jorge Amado

Uma das maiores autorias de Jorge Amado, de uma linguagem simples e rápida, fácil e gostosa de se ler, a obra conta sobre a vida de Joaquim Soares da Cunha, mais conhecido como Quincas Berro D’água, casado e com filhos, cidadão respeitável que leva uma vida pacata e simples de funcionário público, que morreu, incrivelmente, 3 vezes. Sim leitor, você não está cego, ou está tendo alguma dislexia que lhe faz viajar para longe, mas sim, Quincas Berro D’água morreu 3 vezes, primeira vez? Sua primeira morte é dada pela sociedade, onde ele abandona sua vida sensata e pacata para se tornar um vadio, conhecida como a morte social. Seu apelido um tanto quanto intrigante se dá a favor de um fato que se ocorreu em um boteco, a venda do López, para ser mais exato e quando vai beber algo que pensa ser cachaça, assusta-se e berra para o Mercado todo ouvir, dizendo em alto e bom tom “Ááááááguuuua!”. As pessoas junto dele em um primeiro momento assustam-se, mas depois caem na gargalhada e passam a chamá-lo não apenas de Quincas, mas sim, Quincas Berro D’água. Sua segunda morte ocorre quando uma amiga que ele promete ervas, passa em seu quarto para buscá-las, essa morte é comprovada por um médico. Seus familiares resolvem esquecer o passado vergonhoso, e para resgatar a memória respeitável de Joaquim, que acaba providenciando o velório. Mas quando seus amigos de bebedeiras chegam ao velório e encontram o defunto com um sorriso, o tomam como vivo, arrastando seu corpo para uma noite de farra. A certa hora decidem usar um barco para passear no mar, mas uma súbita tempestade lança uma grande onda sobre eles, fazendo com que Quincas Berro D´água tenha a sua terceira morte. A partir daí surge a grande controvérsia: Para a família, Joaquim morre a de causas naturais; para os amigos, Quincas tirou a própria vida ao atirar-se nas águas do mar, pois temia ser enterrado num caixão.

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